A corrida por estatuetas já começou. Só não vê quem não quer. Nos últimos dias, foram divulgados os indicados ao Globo de Ouro, ao Critics Choice Awards e outras premiações, programadas para acontecer no início de 2026. Dentre eles, está o filme “Jay Kelly”, protagonizado pelo ator George Clooney.

A película de 132 minutos de duração acompanha a revisão pessoal feita pelo personagem principal após o falecimento do amigo e diretor de cinema Peter Schneider (Jim Broadbent). Peter ajudou Jay Kelly a alavancar a sua carreira artística dentro da indústria do entretenimento e foi uma presença constante no decorrer de toda ela.

O episódio é gatilho para que Jay Kelly confronte escolhas do passado, reveja o seu legado profissional e pessoas que o acompanharam, além de perceber todos os sacrifícios feitos em nome de sua carreira como ator. Isso inclui a abdicação de sua vida pessoal, o distanciamento estabelecido em relação aos entes queridos, especialmente com a sua filha primogênita chamada Jessica (Riley Keough).

Logo no início do longa-metragem, Jay Kelly também cruza com Timothy (Billy Crudup), colega de classe da escola de artes dramáticas, e após algumas trocas de amenidades, eles acabam lavando a roupa suja e Timothy vomita todas as suas frustrações pelo protagonista ter “roubado” o seu papel em um filme.

É possível perceber também a dinâmica criada no entorno de Jay Kelly para que o artista consiga administrar todas as suas demandas e dentre os profissionais que o acompanha na aventura está Ron (Adam Sandley), empresário e amigo, além da publicitária Liz (Laura Dern), de Meg (Thaddea Graham), entre outros.

São eles quem facilita a viagem para a Europa do ator para acompanhar o mochilão feito pela sua filha caçula Daisy (Grace Edwards) com os amigos e também para receber uma homenagem pelo conjunto de sua obra e que será entregue durante um festival promovido em uma pequena cidade na Toscana, Itália.

O interessante da película é observar quão perfeccionista Jay Kelly é, pois sempre quer refazer tomadas de cenas gravadas, assim como perceber as inúmeras besteiras que o personagem fez em prol da sustentação de sua carreira artística, de sua vaidade pessoal e de um modo de vida construído sob os holofotes. Destaque para o encontro mal sucedido com o seu pai (Stacy Keach), onde há o transbordamento de mágoas e dramas passados.

A parceria e amizade com Ron também ganha relevância na obra, pois o empresário é a única pessoa que permanece leal à Jay Kelly ao longo dos anos, mesmo com episódios de humilhação, desprezo e frieza.

O ator George Clooney desenvolve o personagem com as nuances necessárias, protagonizando desde cenas com cargas dramáticas quanto outras com verves de comédia. A química cênica entre ele e Adam Sandler é o melhor visto na ocasião, especialmente nos minutos finais do filme. Nos últimos anos, Sandler tem feito questão de evidenciar outras facetas interpretativas, como em “Joias Brutas”, “Arremessando alto” e agora, em “Jay Kelly”.

Eles estão batendo um bolão, tanto que ambos foram indicados ao Globo de Ouro. George Clooney como melhor ator em comédia ou musical pelo filme comentado, assim como Adam Sandler como melhor ator coadjuvante.

Eu indico “Jay Kelly” às Oxigenadas que desejam acompanhar os bastidores da carreira de uma estrela de cinema.

Até a próxima aventura.

Beijos,

Maria Oxigenada.

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