A segunda temporada da série “A dona da bola” já configura como uma das mais assistidas na plataforma digital Netflix e a aventura começa com a solidificação de Isla Gordon (Kate Hudson) como presidente do time de basquete Los Angeles Waves e em busca por conquistar o primeiro título de sua carreira.

O time administrativo formado por ela, Ness (Scott MacArthur), Sandy (Drew Tarver), Jackie (Fabrizio Guido) e Ali (Brenda Song) começa azeitado e confiante com o sucesso do trabalho conjunto, entretanto Cam Gordon (Justin Theroux) surge de volta ao cenário após subornar os funcionários da clínica de reabilitação em que estava internado.

É claro que o bonito não reivindica a presidência imediatamente, mas é perceptível que ele não está curtindo a ascensão de Isla diante do mercado da bola e nem as suas últimas decisões tomadas como, por exemplo, a contratação de Norm (Ray Romano) como o novo treinador do time. Aos poucos, a naja começa a tramar contra a própria irmã numa tentativa de voltar ao controle do time e da empresa familiar.

Neste segundo capítulo da obra, o personagem está envolvido em um emaranhado de coisas erradas e acaba puxando os seus irmãos para dentro do balaio de gato. Cam forja a assinatura do seu irmão Sandy em documentos que autorizam o empréstimo de US$ 2 milhões da empresa para si e isso configura-se como falsidade ideológica. Além disso, ele ludibria mensalmente as autoridades através da coleta e uso de amostras de urina de seu irmão Jackie para comprovar a sua sobriedade e de que não está mais sob os efeitos de drogas.

A verdade é que a vida de Isla não está fácil no momento e outros dramas cirandam o seu dia-a-dia, além dos perrengues enfrentado com os irmãos. A protagonista se desentende com a sua BBF Ali às vésperas de seu casamento, além de viver assombrada pelo fantasma de Jay Brown (Jay Ellis), seu antigo crush, que retorna à cidade na reta final do campeonato. O seu casamento com o médico Lev Levy (Max Greenfield) também parece que irá subir ao telhado, devido às dificuldades em firmar o acordo pré-nupcial proposto e a personagem ainda precisa lidar com a greve feita pelas líderes de torcida, liderada por Sofia (Marissa Reyes), pois as dançarinas reivindicam melhores condições de trabalho e o usufruto de benefícios, como planos de saúde.

No entanto, o espectador também encontra respiros cômicos nesta segunda temporada e eles recaem sobre a participação involuntária de Sandy em um reality show, além do seu envolvimento com um dos atletas do time, assim como as trapalhadas costumeiras feitas por Ness. Outro ponto divertido da obra é o cerco feito por Al Fleischman (Ken Marino) à família Gordon, pois o fã deseja patrocinar e ostentar uma porcentagem das ações do time de basquete.

A segunda temporada de “A dona da bola” conta com 10 episódios de 30 minutos cada e mantém a qualidade do jogo cênico visto na primeira, pois conta com boas interpretações, está de fácil digestão e distribui ganchos para o desenvolvimento de uma possível terceira temporada. A realização desta ainda não foi confirmada pelos produtores da série. 

Apesar disso, reviravoltas na narrativa estão sendo esperadas neste terceiro encontro, pois a principal ponta solta deixada na segunda temporada é a de que Cam com o patrocínio de Al Fleischman ressuscitam o time Los Angeles Industry, rival do Los Angeles Waves, e contratam Jay Brown como treinador, iniciando uma guerra declarada entre os irmãos Gordon. A possibilidade de um futuro romance entre Isla e Jay cai por terra, abrindo espaço para que a protagonista se envolva emocionalmente com Luke McShay (Scott Speedman), proprietário de um time de hóquei que loca uma das quadras poliesportivas de propriedade da família.

Eu indico “A dona da bola” àquelas que desejam acompanhar os desafios enfrentados por outra Oxigenada dentro de um mercado sexista como é o esportivo americano e para quem está em busca de um programa cultural leve e ideal de ser feito aos finais de semana.

Até a próxima aventura,

Maria Oxigenada.                    

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