Os latinos estão em destaque na cena cultural e esportiva, tanto que não dá para ignorar a apresentação do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, além de Shakira nas areias de Copacabana e a cantora Anitta convocada para participar da abertura da Copa do Mundo, em Los Angeles, programada para acontecer no próximo dia 12 de junho.

A última edição do Festival de Cannes, na França, também contou com um leque de filmes de diferentes gêneros produzidos na América Latina ou em parceria com diretores, atores e produtoras do hemisfério sul, tais como “Laser Gato”, “Elefante na névoa”, “Seis meses no prédio rosa e azul”, “La Perra”, “Ilhéus”, “Minha querida Alice” e “Paper Tiger”.      

A América Latina foi representada no tapete vermelho do MET Gala através da presença de Rachel Zegler, Cardi B, Camila Mendes, Marcello Hernández, María Zardoya, Rauw Alejandro, Colman Domingo, Maluma, La La Anthony, Paloma Elsesser, Raul Lopez, Camila Morrone, Danny Ramirez, Georgina Rodríguez, Lux Pascal, Lauren Sánchez Bezos e Bad Bunny.  

Outro evento recente que reuniu um time de Oxigenadas latinas foi o Festival de Cannes através do desfile de Maria Braz, Silvia Braz, Daiane Sodré e Narah Baptista pelo tapete vermelho.

A luminosidade e criatividade encontradas na América Latina também podem ser vistas através da exposição “Pluralidades insulares: arte latino americano e caribenha no acervo do BID”, em cartaz no Centro Cultural Fiesp São Paulo. Ao todo, são 157 obras, entre pinturas, instalações, desenhos e esculturas de 26 países distintos.

A aventura está dividida em sete seções diferentes, intituladas de: territórios, gentes, geometrias, abstrações, religiosidades, mulheres e história da coleção. No local, o visitante tem a possibilidade de flanar livremente entre elas, descobrindo nomes e artistas que estão em destaque nas últimas décadas.

O interessante do passeio cultural é que ele incentiva quem ali está a fabular, ou seja, a criar mundos simbólicos onde as crenças, as imagens e a vida cotidiana se entrelaçam num emaranhado riquíssimo que carrega consigo memórias, saberes, descobertas, modos de produção e conexões.

Não há como ignorar a presença feminina nas artes, pois as mulheres contribuíram para moldar a arte no século XX na América Latina, reformulando narrativas e participando de movimentos como o surrealismo, abstração geométrica, pop, arte contemporânea, entre outros.

As costuras e interconexões entre fenômenos visíveis e invisíveis também estão presentes, assim como uma constelação de visões parciais, encontros e gestos por meio dos quais a presença humana, o corpo feminino, passagens históricas e heranças culturais tornam-se perceptíveis.

A pluralidade, a criatividade, as mesclas encontradas em gambiarras feitas, em pratos de comida, nas músicas, em bebidas alcóolicas e não alcóolicas, na presença determinante da natureza, nas vozes e discursos, no erotismo e, consequentemente, na estética colaboram para a construção de uma complexidade cultural mais difícil de ser decifrada por pessoas de outras nacionalidades.

A América Latina é lugar de movimento, da marchetaria, da aglutinação, da interpenetração de pensamentos, ações, movimentos, ritmos, oralidades e afetividades que resultam em uma torrente multifatorial que culmina em algo único e maravilhoso de ser visto, admirado, vivido.

Saber ouvir, cheirar, ver e sentir a América Latina é algo transformador e que deveria ser tarefa de fácil execução para todas nós, portanto eu indico a exposição “Pluralidades Insulares: arte latino-americano e caribenha no acervo da BID” para quem deseja mergulhar nas cores, texturas, formas e criatividade de artistas latinos. Destaque para o autorretrato feito pelo artista Diego Rivera, companheiro de Frida Kahlo, e que está exposto no local.   

Beijos,

Maria Oxigenada.             

Serviço:

Onde: Centro Cultural da Fiesp, localizado na avenida Paulista, 1313.

Temporada: até 5 de julho de 2026.

Quando: terça a domingo, das 10h às 20h.

Preço: programa gratuito.

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