A criatividade não tem limites! Novas aventuras precisaram ser criadas após o findar da pandemia com o intuito de motivar o retorno das pessoas aos cinemas e teatros. Dentre elas, uma que ganhou corpo nos últimos anos foi a união de duas manifestações artísticas como a promoção de concertos musicais durante a veiculação de filmes.
A experiência consiste em ouvir a execução de trilhas sonoras ao vivo executadas por orquestras sinfônicas e enquanto o espectador acompanha o desenrolar das narrativas ficcionais nas telonas. Essas aventuras ganham outras conotações e as vibrações sentidas na ocasião ajudam no fortalecimento dos enredos, na lembrança dos personagens presentes e na validação das tramas, histórias desenvolvidas.
Eu confesso que já assisti a vários combos deste gênero e dentre os filmes musicados estavam: “Star Trek”, “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, “Up – Altas Aventuras”, “Jornada nas Estrelas”, “O submarino amarelo”, entre outros filmes clássicos e que foram rodados em branco e preto. A maioria das jornadas foram feitas dentro de teatros e cinemas, mas teve uma delas, talvez a mais marcante de todas, que foi realizada em um espaço aberto que dialogava com a natureza.
No entanto, nas últimas semanas eu me joguei em outras trilhas culturais que também trabalham com duas manifestações artísticas distintas, ou seja, a música e a poesia. Os shows musicais são atravessados por declamações poéticas ou por repentes feitos no momento e a costura entregue ao público tem um sabor inusitado, encorpado e com retrogosto duradouro.
Os espetáculos vistos e gratuitos aconteceram na Casa Museu Ema Klabin, localizada no Jardim Europa. Um deles contou com o grupo Trinca soltando a voz e com as intervenções poéticas de Daniel Minchoni. O show aqueceu a tarde de um sábado gélido deste início de junho, colocando todos os presentes para cantar conjuntamente os sambas e outras canções presentes no repertório artístico de cantores e compositores do calibre de Jorge Ben Jor. A apresentação será disponibilizada nos canais virtuais do museu.
Já o outro espetáculo foi visto no final de maio e foi construído com a parceria cênica entre a cantora Alice Passos com o poeta Almir Rosa. O título da apresentação na ocasião era “Cantinela Alada” e a sua concepção foi inspirada nos versos escritos pelo compositor e músico Thiago Amud no qual dizia: “canto baixo, penso forte e isso deve ser rezar”.
A boa notícia é que os dois artistas citados acima integram o quarteto chamado “Escafandristas” que também conta com Luísa Lacerda e com Renato Frazão em sua formação. O grupo irá homenagear e cantar músicas de Chico Buarque em duas apresentações programadas para acontecer nesta semana no teatro Total Energies, localizado no bairro da Glória, no Rio de Janeiro. O encontro está agendado para acontecer no dia 18 de junho, às 22h, com ingressos ainda disponíveis para a compra.
Para quem nunca teve essas duas experiências culturais, eu as indico pela oportunidade de observar as mesclas feitas entre cinema, música e poesia, ou seja, entre a palavra e a imagem.
Fica a dica de entretenimento para o momento atual e para o mês de férias.
Até a próxima aventura,
Beijos,
Maria Oxigenada.
