As comédias românticas ficaram no passado? Será mesmo? Apesar de as Oxigenadas pertencentes às gerações Z e Alpha não estarem em busca de príncipes encantados e nem ansiarem por relacionamentos perfeitos, eu acredito que ainda haja espaço na indústria do entretenimento e público para elas, sim.

Filmes também funcionam como formas de escapismo da rotina, por isso muitas de nós continuam suspirando por amores românticos e por acompanhar narrativas ficcionais. “Eu e você na Toscana” é um produto que atende as expectativas e necessidades dessas mulheres que estão atrás de aventuras facilmente digeríveis.

A fórmula usada na película não é novidade às fãs do gênero e a história desenvolvida orbita no entorno de três personagens. São eles: Anna (Halle Balley), Michael (Regé Jean Page) e Matteo (Lorenzo de Moor). O triângulo amoroso é formado a partir de uma confusão e mentira criada pela protagonista feminina.

A verdade é que Anna não possui uma profissão para chamar de sua, mas é uma aspirante a chef de cozinha. Certo dia e depois de ter sido demitida de mais um trabalho temporário, o seu destino cruza com o de Matteo em um bar nova iorquino. No local e depois de virarem vários copos de cerveja, ela fica sabendo que o italiano é proprietário de uma casa na Toscana que permanece inabitada.

Num rompante, a personagem arruma a sua mochila e parte para a Itália para realizar o sonho acalentado na juventude de conhecer a localidade e, quem sabe, aprender alguns segredos da culinária típica. O problema é que na ocasião ela não encontra quartos de hotéis disponíveis para a locação e invade a casa vazia de Matteo para pernoitar.

A partir disso, uma série de confusões e de males entendidos levam a família do bonito a crer que Anna é a sua noiva e que se deslocou até lá para conhece-los, estreitar laços antes da união oficial e decidir os detalhes da cerimônia futura.

A graça do filme recai sobre a chegada de um interesse amoroso na vida de Anna. O seu nome é Michael, primo de Matteo, e o queridão é dono de uma vinícola local e atua como sommelier (profissional responsável pela indicação e harmonização de vinhos durante as refeições) no restaurante que a família possui. O match entre os dois não é imediato, mas acontece depois de ambos descobrirem paixões parecidas que perpassam pela boa mesa.

Dirigida por Kat Coiro e escrita por Ryan e Kristin Engle, a película conta com belas locações italianas, além de uma fotografia de cair o queixo e personagens cativantes e que funcionam como respiros cômicos à obra como o taxista Lorenzo (Marco Calvani) e a recepcionista Claire (Aziza Scott), ambos amigos de Anna, além de fazer o retrato de festividades locais, de disputas esportivas como a rolagem de barris e enaltecer a culinária local, evidenciando facetas da cultura italiana.

O combo fica completo com as participações de atores como Paolo Sassa Nelli (Vicenzo Costa), Stefania Casini (nona Alessia), Isabella Ferrari (Gabriela Costa), Nia Vardalos (Mrs. Dunn), Stella Pecollo (Francesca), Cocoa Brown (Cora), Desirèe Pöpper (Isabella), entre outros. Apesar disso, a química cênica recai sobre o casal protagonista formado por Halle Balley e Regé Jean Page. Os dois juntos saem faíscas diante das câmeras.

Eu indico “Eu e você na Toscana” às Oxigenadas que curtem acompanhar o desenvolvimento de paixões de bastidores, aquelas pouco visíveis aos demais personagens e que seguem a fórmula herdada por aventuras como “Enquanto você dormia”, de 1995, com Sandra Bullock, Bill Pullman e Peter Gallagher.

Beijos,

Maria Oxigenada.

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