Nas últimas semanas, a atriz Anne Hathaway tem chamado a atenção de fashionistas durante as divulgações dos filmes “A Odisséia” e “O fim da rua”. Tudo porque a artista está grávida de seu terceiro filho com o produtor Adam Schulman e colocando a sua barriga para jogo em entrevistas, tapetes vermelhos e eventos sociais.
Os vestidos longos, soltos e com recortes saindo abaixo dos seios são os mais usados por Anne neste momento, mas ela também tem apostado em vestidos curtos com barbatanas arrastando pelo chão, nos vestidos tomara-que-caia de veludo molhado, em peças com caudas longas e cores sóbrias, além de ternos de alfaiataria contendo blazers compridos, calças com pepluns nas cinturas, conjuntos de linho, blusas de gola alta e com recortes na barriga, bem como camisetas de algodão e casaquetes tramados.
Alaïa, Stella McCartney, Prabal, Gurung são algumas das marcas que estão vestindo a artista durante a gravidez e em compromissos profissionais, mas o que é possível perceber é que a moda gestante usada por ela está em consonância com as tendencias vistas em semanas de moda internacionais, reafirmando a democratização de modismos e a representatividade de corpos diversos.
Na semana de moda de Copenhagen, por exemplo, as grifes Gestuz, Opérasport, Paolina Russo, I want masculina e Newtalent (programa de novos talentos) levaram para as passarelas modelos plus size e mid size, enquanto que as labels Stine Goya, Herskind, The Garment e Malene Birger apostaram em modelos maduras para apresentar as suas coleções sob os holofotes.
E o que ficou de fora do último post de moda e que agora entrará para arrematarmos o assunto? O uso de calças camufladas, de calças tactel, as bombachas, além de jaquetas esportivas ou ostentando golas altas, o casamento do azul com vermelho, a bambi print (estampa de cervo), os broches grandiosos de flores feitos com plumas, a junção de moletons com saias rendadas e o uso de camisas sociais por baixo de moletons.
Já as hot pants larguinhas de cetins com elásticos nas pernas vistas circulando pela capital dinamarquesa também integraram o figurino usado pelas personagens do filme “Frutas proibidas”, novidade disponível nas plataformas digitais e com potencial de ser transformado em mais um produto da cultura pop.
Em frente às câmeras, um quarteto de Oxigenadas populares é apresentado aos espectadores e as personagens com nomes de frutas flertam com a bruxaria e com a moda, pois são vendedoras da loja de roupas femininas Free Eden.
No entanto, a película que mescla suspense e terror tem a pretensão de tocar em temáticas interessantes, tais como: conexão do feminino com o divino, amizades ambíguas, padrão tóxico de sororidade, as disputas e rivalidades criadas em prol da atenção masculina, as necessidades fisiológicas dos seres humanos, bem como as ambições pessoais, o empoderamento feminino e até o consumismo através das redes sociais.
A magia desenvolvida pela diretora Meredith Alloway na película consiste em deslocar a trama sangrenta dos corredores escolares para as vias de passagem de um shopping americano, não esquecendo de fazer referências a outros clássicos da cultura pop como “Meninas Malvadas”, “Jovens Bruxas” e até “As patricinhas de Beverly Hills”. O elenco principal de “Frutas Proibidas” é formado pelas atrizes Lili Reinhart (Maçã), Victoria Pedretti (Cereja), Lola Tung (Abóbora) e Alexandra Shipp (Figo).
A obra é a adaptação da peça Of the women came the beginning of sin, and through her we all die que aborda os desafios de cultivar e expressar a feminilidade em um cenário sociopolítico conturbado como o atual. Com boas atuações e diálogos afiados, o filme tem tudo para agradar quem curte películas do gênero que contenham salpiques de perversidade feminina e o polvilhar fashion, pois a poção de moda inserida na obra figura como linguagem, mercado, identidade, acúmulo de saberes e técnicas e uma maneira de entendermos como os corpos femininos circularam e circulam através da História e pelos produtos feitos pelo audiovisual.
Até a próxima aventura,
Maria Oxigenada.


