O pontapé dos dias de férias foi dado com o acompanhamento dos jogos das oitavas de final da Copa do Mundo, mas também com a maior circulação pela cidade e o feitio de programas culturais, dentre eles a mostra “Arte e Arquitetura”, exposta no prédio da Oca, localizado dentro do Parque do Ibirapuera.
A mostra reúne 400 obras, entre pinturas, esculturas, instalações, fotografias, maquetes e projetos desenvolvidos pelo arquiteto Edo Rocha ao longo de seis décadas de atuação no mercado de trabalho com destaque para o estádio de futebol Allianz Parque, para a criação do teatro paulistano Santander e para o trabalho desenvolvido para ser exposto durante a X Bienal de São Paulo, de 1969.
Logo no térreo, o visitante irá se deparar com esculturas feitas em granito, com peças metalizadas como a intitulada de “Os três mosqueteiros”. Já no primeiro subsolo, quem estiver flanando pelo local ficará diante de um piano de cauda com capacidade de reproduzir performances musicais, além de uma nova instalação criada pelo artista com perfume educativo, pois reflete a respeito do futuro do planeta Terra e as respostas dadas pela natureza às ações humanas.
A mostra ocupa os quatro andares do prédio da Oca, mas estão reservados aos dois pisos superiores a exposição das séries fotográficas intituladas de “Japão”, “Wabi Sabi” e “O Cosmo”. Em Japão, imagens de lagos, jardins e árvores clicados no oriente pelo arquiteto estão em evidência, enquanto que a série “Wabi Sabi” continua destacando as belezas naturais através de fotografias de folhas secas, fissuras em troncos de árvores e os reflexos da passagem do tempo.
Já “O Cosmo” é formada por 80 monitores de televisão que estão suspensos e acima do nível dos olhos dos visitantes e que constroem um efeito caleidoscópio, criando imagens coloridas, com movimentos e impactantes em quem está diante delas. Há ainda instalações feitas com placas de PET reciclado e que nos lembram sobre o excesso de consumo atual de plásticos, sobre a crise hídrica e a respeito do compromisso de Edo Rocha com a área de sustentabilidade.
Ao percorrer a mostra, o visitante não encontra divisão entre o artista e o arquiteto e tem a oportunidade de experimentar uma aventura sensível, sensorial, onde linguagens se atravessam e se reorganizam.
Eu indico a mostra às Oxigenadas que tem consciência de que a arquitetura é uma das manifestações culturais existentes, àquelas que curtem observar os diálogos e os alinhavos feitos entre arte e arquitetura e outras que gostam de presentear os olhos com belezas construídas e desenvolvidas por mentes criativas.
Até a próxima aventura,
Maria Oxigenada.
Serviço:
Onde: Oca, localizado dentro do Parque do Ibirapuera.
Temporada: até 19 de julho de 2026.
Quando: terça a domingo, das 10h às 19h.
Preço: FR 25,00 (meia-entrada); R$ 50,00 (inteira). Gratuidade às quartas.