A mescla entre comida, romance e humor é sempre uma boa receita para os produtores do audiovisual, tanto que a série “Bon Appétit, Vossa Majestade” é um sucesso dentro dos demais produtos oferecidos pela plataforma Netflix.
A aventura começa acompanhando as conquistas profissionais da chef de cozinha Yeon Ji Yeong (Im Yoon-ah). Após abocanhar o primeiro lugar em um campeonato de gastronomia realizado em Paris (França), a personagem é transportada para a Era Joseon durante o seu voo de volta à Coreia.
A culpa desta viagem no tempo são reflexos de um eclipse solar que a acomete enquanto ela folheava um livro antigo durante a viagem. Quando desperta, Yeon Ji Yeong não reconhece o lugar em que está e nem as pessoas que a circundam, muito menos o rei Lee Heon (Lee Chae-min), conhecido pela sua tirania, por possuir um temperamento explosivo e um paladar apurado.
A sobrevivência da protagonista no local depende de provar as suas habilidades junto às panelas e caçarolas, pois a chef é encaminhada à cozinha real e encarregada de preparar todas as refeições do monarca. O desafio diário é surpreendê-lo e não repetir os pratos feitos. Para isso, ela executa receitas e técnicas de cocção pertencentes ao futuro, tais como: boeuf bourguignon ao vinho de arroz, macarons, biscoitos amanteigados, sopas e caldos enriquecidos com fundos nutritivos, além de usar condimentos como pimentas vermelhas desidratadas e utensílios comuns hoje em dia como uma réplica de panela de pressão.
Paralelamente à jornada da heroína, o rei Lee Heon precisa administrar não somente o descontentamento de seus súditos, como também enfrentar a crueldade de alguns políticos que o cercam, além das arapucas promovidas por Kang Mok Ju (Han-na Kang), sua concubina, em parceria com um de seus familiares.
No entanto, o melhor da série é acompanhar o despertar de memórias gustativas promovidas pelos pratos elaborados pela chef Yeon Ji Yeong e para onde os sabores existentes nestes transportavam os seus comensais, pois as sensações sinestésicas são ilustradas em cenas presentes nos episódios da série.
Outro ponto positivo de “Bon Appétit, Vossa Majestade” é o romance construído entre os protagonistas. A aproximação entre eles acontece paulatinamente e é costurada por afinidades gustativas, pela paixão pela gastronomia e pelo apreço à boa mesa, entretanto será que o relacionamento dos dois irá alterar o rumo da História? “Bon Appétit, Vossa Majestade” é inspirada em personalidades e fatos reais da Coréia do Sul.
Agora, para quem curte acompanhar disputas gastronômicas ambientadas no século XXI, então eu sugiro a série “Chefs: A nova geração”. A aventura acontece dentro das cozinhas existentes no The Culinary Institute of America (CIA), nos Estados Unidos, e começa com a participação de 21 jovens chefs de cozinha.
Logo de cara, o grupo é dividido em três equipes que precisam criar cardápios inspirados em ícones da culinária, tais como Anthony Bourdain, Julia Child e Paul Bocuse. Na sequência, eles desenvolvem pratos da culinária asiática, das Américas e pertencente ao Mediterrâneo.
A cada rodada existente, os participantes são avaliados por profissionais atuantes na área, tais como Carlton McCoy, Kelsey Barnard, além de chefs convidados como Christina Tosi, Daniel Boulud, Kwame Onwuachi, Susan Feniger (uma das mulheres pioneira da escola), além dos chefs estrelados Thomas Keller, Grant Achatz, Harold Dieterle, Paul Camichael, Emma Bengtsson, Anne Burrele e Dr. Tim Ryan, autoridade maior dentro do CIA.
A criatividade presente na elaboração de novos cardápios, o espírito de liderança, a perfeição na execução de técnicas culinárias, além da impressão da personalidade pessoal em cada prato criado também são itens determinantes para a permanência ou não de cada participante na disputa.
O que diferencia este reality dos demais é que a maioria dos competidores está na faixa etária de 20, 30 anos, mas eles já integraram cozinhas renomadas, possuem trajetórias de vida completamente distintas e ostentam sangue nos olhos para conquistar o prêmio de US$ 500 mil, quantia suficiente para iniciar o próprio negócio.
“Chefs: A nova geração” é indicada às Oxigenadas que curtem assistir aos programas onde alquimias com alimentos são feitas diante das câmeras e para os espectadores que gostam de vislumbrar o futuro da gastronomia e quem estará à frente na área.
Os últimos episódios das duas séries foram disponibilizados neste último final de semana, então para quem deseja degustar um entretenimento cultural com diferentes sabores, a oportunidade é esta.
Beijos,
Maria Oxigenada.