Diversão pura. A quinta edição do reality “Casamento às Cegas Brasil” é aquele tipo de programa que você começa com as expectativas lá em baixo e termina com a adrenalina nas alturas, tamanha a quantidade de viradas ocorridas no decorrer dos episódios.

A diferença desta edição para as anteriores é que os personagens ostentavam uma faixa etária maior, acima de 50 anos, além de cabelos grisalhos, algumas marcas e uma maior experiencia de vida, porém nada disso impediu que eles ateassem fogo no parquinho e participassem de jogos de sedução.

Para quem ainda não assistiu ao reality, saiba que episódios de machismos, de gordofobia, de etarismo, de rejeições públicas e algumas canalhices estão presentes, além de loucurinhas feitas por amor e até a presença de um talarico, no masculino mesmo. A surpresa ficou por conta de uma noiva em fuga à la Julia Roberts no filme homônimo e comentários extras de artistas e influencers sobre a edição.

Também teve gente que ressignificou a sua participação no programa e passou a ser comentarista de todo o rolê depois de perceber que aquilo tudo não era para si e nem faria parte de seu futuro. A personagem demonstrou ser uma boa conselheira, boa ouvinte e uma mulher sensata.

Em contrapartida, teve gente que esticou a sua participação ao máximo no experimento, vestindo a fantasia de mulher-maravilha, empoderada e independente e que no esgarçamento final da temporada revelou a sua face fragilizada e arrependida do desfecho cinematográfico promovido.

Como sempre ocorre, a primeira fase aconteceu dentro das cabines e com a galera conversando com os seus pretendentes sem visualiza-los ou tocá-los. Na segunda fase do experimento, alguns dos casais formados na ocasião rumaram para a praia de Trancoso (Bahia) para desfrutar de uma semana no paraíso antes de encarar a realidade de frente, os problemas cotidianos e os pipocos da convivência conjunta. O altar foi cenário para poucos, pois somente dois casais ficaram diante da juíza de paz, sendo que uma única dupla disse sim perante os amigos e familiares.

Agora, sem sombra de dúvida de que o mais interessante do programa de entretenimento foi observar e perceber que as pessoas 50+ são inspiradoras, pois estão ativas profissionalmente e sexualmente, bem como estão confiantes com os seus corpos, marcas e histórias pessoais, afastando em definitivo a imagem de passividade, subordinação e reclusão vista nas Oxigenadas do passado.

A quinta edição de “Casamento às Cegas Brasil” é um exemplo de que nunca é tarde para se jogar nas mais distintas aventuras, inclusive as amorosas. Outro ponto percebido foi que a machosfera está perdida diante da independência feminina e de Oxigenadas com personalidade forte, que correm atrás do que querem e não se satisfazem com pouco, não.

Este é um tipo de programa cultural ideal para quem tem tempo disponível para maratonar aos finais de semana.

Beijos,

Maria Oxigenada.

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