Um dos bens mais valiosos na atualidade, considerado por muitos como artigo de luxo, é o tempo. Todo mundo deseja fazer valer cada segundo empregado no feitio de alguma atividade, seja ela cultural, de lazer, educacional, esportiva ou até mesmo profissional.
O Museu da Imagem e do Som está com a oferta de um combo de exposições que agrada vários tipos de visitantes, especialmente aqueles que apreciam concentrar em um só lugar os programas culturais. Depois do sucesso da exposição “A alma humana, você e o universo de Jung”, onde foi promovido um mergulho na mente humana e no trabalho desenvolvido pelo psicanalista e que, aliás, levou centenas de pessoas ao local, o MIS entrega agora uma proposta pulverizada de exposições, ou seja, está com duas exposições em cartaz no momento. São elas: “JANIS” e “Maio Fotografia”.
A primeira é sobre a cantora americana Janis Joplin e ela ocupa o primeiro andar do local. A artista que é considerada um dos ícones do rock mundial também flertou com o blues e ficou conhecida não somente pela sua voz, como também pelas suas atitudes transgressoras para a época, por gozar de liberdade sexual e tocar violão, guitarra e gaita. Em 2026, Janis completaria 83 anos, mas a cantora faleceu há mais de cinco décadas, aos 27 anos, vítima de uma overdose acidental de heroína.
Quem estiver flanando pelo MIS tem a oportunidade de conhecer um pouco mais a respeito da discografia da artista e ficar diante de fotografias, de cartas escritas por ela aos pais, de imagens de shows feitos, de figurinos e acessórios usados, além de capas de LP´s, letras de músicas, bem como ter a chance de ouvir alguns de seus maiores sucessos. Destaque para o fio de cabelo preservado e exposto da cantora, além de imagens de sua passagem pelo Brasil durante um feriado de carnaval (1970), onde caiu de boca nos desfiles de escolas de samba e na boemia carioca.
Algumas curiosidades sobre ela também são divulgadas, como o apelido dado à artista por colegas do ensino médio porque durante a adolescência Janis Joplin foi vítima frequente de bullying na escola em que estudava. Apesar do cenário hostil educacional, ela cresceu em um ambiente familiar feliz e acolhedor. Nutria uma relação carinhosa com os irmãos e os pais, tanto que através da leitura de cartas trocadas entre eles é possível perceber isso. Nelas, a artista compartilhou as suas conquistas dentro da indústria fonográfica, os shows e capas de revistas feitos, as entrevistas concedidas, assim como a vontade de retornar ao lar para visita-los e as saudades sentidas de todos.
Outro ponto interessante da exposição é que ela proporciona uma experiência sinestésica aos visitantes, estimulando-os não só visualmente e sonoramente com a presença de objetos, imagens, canções, como também incentivando de maneira tátil quem por ali está flanando, pois em três das salas montadas o visitante precisa retirar os calçados para circular entre elas descalço ou de meias.
Já a exposição “Maio Fotografia” é composta por pequenas mostras de imagens. No segundo andar do museu, por exemplo, o visitante ficará diante da mostra “Marilyn Monroe: A última entrevista” com fotografias da atriz, registradas por Allan Grant, em 1962, para a revista LIFE. Na ocasião, foram feitas 432 imagens dela, mas somente algumas estão expostas no MIS. Vale lembrar que menos de um mês após a realização das fotos e da entrevista, Marilyn Monroe faleceu, vítima de overdose de sedativos.
Ainda no segundo andar do museu, há um conjunto de fotografias destinada aos amantes do futebol e sobre a seleção dos anos 70, intitulada de “Retratos do futebol brasileiro” e que compõe o acervo do MIS. Por fim, duas salas dispostas no térreo local contam com outras duas mostras em cartaz. São elas: “Ayrton Senna pelo olhar de Jae Honda” e “Rumo ao Pernambuco profundo”.
“Ayrton Senna pelo olhar de Jae Honda” é construída com imagens dos primeiros anos de atuação do atleta no automobilismo, além de outras dividindo pódios com corredores, flagras pessoais e dos bastidores das corridas internacionais.
Já “Rumo ao nordeste profundo” é uma mostra de imagens feitas pelo fotógrafo Roberto Santos Filho concebida com imagens em locais inóspitos de Pernambuco, onde falta água, falta chuva e abunda aridez e privações econômicas.
Eu indico a aventura para as Oxigenadas que não têm tempo a perder e para aquelas que curtem acompanhar o desenrolar de histórias trágicas de artistas e esportistas que, de uma maneira ou de outra, colaboraram no desenvolvimento da indústria do entretenimento, do audiovisual e dos esportes.
Beijos,
Maria Oxigenada.
Serviço da exposição JANIS:
Onde: MIS, localizado na avenida Europa, 158 – Jd. Europa.
Temporada: até 14 de junho de 2026.
Quando: terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20; domingo e feriado, das 10h às 18h.
Preço: R$30,00 (meia-entrada), R$ 60,00 (inteira). Grátis às terças.



