Eu demorei para conferir o filme “F1” porque a boca pequena vociferou aos quatro ventos de que era uma película voltada ao público masculino e pouco agradaria às Oxigenadas. Que nada! A aventura é eletrizante e ambientada entre as pistas de Silverstone (Inglaterra), Las Vegas (USA), Ímola (Itália), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), entre outras que integram o circuito de F1.
O herói da história atende pelo nome de Sony Hayes (Brad Pitt), piloto que se manteve afastado das corridas durante 20 anos e após sofrer um grave acidente nas pistas. O personagem é convidado por Rubén Cervantes (Javier Bardem) para ser o segundo piloto da escuderia que administra e integrar a equipe junto com Joshua Pearce (Damson Idris), novato na F1.
Rubén e Sony são amigos de longa data e assim como Alan Prost, Ayrton Senna, Michael Schumacher atearam fogo dentro do circuito nas décadas de 80 e 90. Sony é a nona opção de Rubén para testar o carro da temporada e a sua última esperança para detectar problemas no veículo, além de melhorar a aerodinâmico do carro e tentar minimizar os prejuízos e as dívidas contraídas pela equipe.
Logo de cara, é possível observar que a jornada construída pelo herói não será nada fácil e que ele precisará enfrentar desde a falta de credibilidade diante de integrantes da equipe, conflitos geracionais com JP até problemas de insubordinação, pois o protagonista faz o tipo marrento, de difícil convivência e que não abaixa a crista para ninguém, mas que exala charme e talento por onde corre.
O ponto alto de “F1 – o filme” é o impacto sonoro proporcionado pelo ronco dos motores. É possível até imaginar o cheiro de combustível que plaina pelo local. Já as imagens das corridas são frutos da instalação de 12 câmeras posicionadas dentro dos carros, além de cenas colhidas em disputas oficiais no ano de 2023.
Durante a cerimônia do Oscar, programada para acontecer no dia 15 de março, a película estará concorrendo em quatro categorias distintas. São elas: melhor filme, melhor som, melhor montagem e melhor efeitos visuais. Para quem ainda duvida do seu potencial de decolagem, saiba que ela já abocanhou duas estatuetas durante a festa do Critic´s Choice Awards deste ano e está chegando forte em outras premiações.
Outro destaque do longa-metragem é a sua trilha sonora composta por Hans Zimmer que aumenta ainda mais as ondas vibracionais da obra. Quanto ao ator Brad Pitt, ele cumpre bem o papel do herói maduro no desenvolvimento de uma narrativa previsível e que contém um desfecho satisfatório, entretanto o artista parece vestir a capa de canastrão do momento com a distribuição de esboços de sorrisos durante as cenas, o desfile de dentes encapados por lentes de contato e o excesso de preenchimentos faciais.
Já o ator Damson Idris personifica a arrogância da juventude endinheirada e que está mais preocupada com o desenvolvimento de uma imagem comercial e construída através de redes sociais do que como atleta de alta performance. Em contrapartida, o ator Javier Bardem equilibra a balança cênica com uma atuação madura, ponderada e que serve de escada para Brad Pitt brilhar.
O elenco de “F1 – o filme” ainda conta com as participações de Kerry Condon (Kate McKenna), Callie Cooke (Jodie), Tobias Menzies (Peter Banning), Liz Kingsman (Lisbeth Bampton), Simone Ashley, Sarah Niles (Bernadette), Simon Kunz (Don Cavendish), Kim Bodnia (Kaspar Smoling), Abdul Salis (Doudge Dauda), entre outros artistas e atletas da modalidade esportiva.
Eu indico a obra às Oxigenadas que curtem acompanhar aventuras que conquistam o espectador nos primeiros cinco minutos de sua veiculação, além daquelas que gostam de ficar diante de colírios e crushes de meia idade que continuam arrebatando corações e transpirando borogodós.
Beijos,
Maria Oxigenada.