Que história! A banda Mamonas Assassinas voltou às manchetes de sites e veículos de comunicação no último mês; tudo porque após 30 anos do acidente aéreo que vitimou todos os integrantes do grupo musical formado em Guarulhos, os seus corpos foram exumados para que as suas cinzas fossem usadas como adubo no plantio de cinco pés de jacarandás no Jd. Bio Parque Memorial, em São Paulo.

O evento teve desdobramentos curiosos porque na ocasião uma jaqueta de nylon depositada em cima do caixão do vocalista Dinho no dia de seu enterro foi encontrada intacta. A peça pertencia a algum dos integrantes do staff da banda. Outro objeto foi encontrado junto aos restos mortais do guitarrista Bento e tratava-se de um pequeno urso de pelúcia. As descobertas não são eventos sobrenaturais e sim, resultado do uso de materiais resistentes e que não foram deteriorados ao longo do tempo pela natureza. 

No início de fevereiro de 2026 também foi lançada a série em homenagem à trajetória fulminante e bem sucedida do grupo musical. Disponível pelo canal Sony, os episódios retratam a rotina, a amizade, os bastidores, a ascensão e até os conflitos existentes entre Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli.

Outras viagens afetivas puderam ser feitas no decorrer dos últimos anos, pois além do filme “Mamonas Assassinas”, lançado em 2023, e do musical homônimo, de 2022, também foi encontrado um rascunho de música inédita feito por Dinho antes de partir em definitivo. Trata-se da canção “Vai aê” e ela ganhou voz e foi divulgada em 2018.

Os artistas Ruy Brissac (Dinho), Bento Hinoto (Bento), Robson Lima (Julio), Adriano Tenes (Samuel) e Rhener Freitas (Sérgio) não conseguem abandonar as fantasias do quinteto porque além de protagonizarem algumas das obras citadas acima, eles também estão em cartaz com o show “Mamonas Assassinas – o Legado”. 

Na última semana, os bonitos subiram ao palco para fazer mais uma apresentação da banda e fãs, saudosistas e uma nova geração de jovens puderam escutar os hits que fizeram a alegria da galera no início dos anos 90, tais como: “Pelados em Santos”, “Vira-Vira”, “Robocop Gay”, “Sabão Crá-Crá” e outras 11 músicas que integraram o único LP do grupo que chegou a vender 3 milhões de cópias. 

O fato é que a narrativa que envolveu os Mamonas Assassinas continua sendo contada por vários motivos. O grupo é considerado ainda hoje um caso bem sucedido ocorrido dentro da indústria fonográfica brasileira e o desfecho da história possui uma virada espetacular e que merece ser revivida através da telinha, dentro de teatros ou casas de espetáculos.

Toda a alegria e a descontração que fizeram parte das antigas apresentações do grupo original também permearam o show visto na última semana na capital paulista e que contou com os artistas vibrando nas mesmas ondas do quinteto de outrora. O público ficou rendido com o som dos Mamonas Assassinas e não conteve a pulsão de pular conjuntamente com quem estava dentro da caixa cênica. Foi divertido! 

Beijos, 

Maria Oxigenada.

 

  

    

 

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