Desde o lançamento do filme “Minha mãe é uma peça 3”, em 2019, que os cinemas nacionais não atraíam tantos espectadores como agora. O longa-metragem “Minha melhor amiga” chegou, chegando e no último feriado prolongado desbancou heróis internacionais como o Homem-Aranha e Odisseu, protagonistas de outras aventuras que estão em cartaz na atualidade.

As personagens principais de “Minha melhor amiga” são: Júlia (Mônica Martelli) e Clara (Ingrid Guimarães), amigas de longa data que viajam para Portugal para desfrutar de alguns dias de férias e rever as suas filhas Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), pois as garotas de 16 anos estão fazendo intercâmbio cultural na terra dos patrícios. 

Júlia é uma jornalista divorciada que foi substituída na emissora em que trabalha por uma novinha, enquanto que Clara é uma corretora de imóveis que passa por uma crise no casamento com André (Gustavo Machado). A proposta do filme é abordar principalmente a amizade e cumplicidade existente entre as duas, mas também tocar em outras questões como etarismo, desgaste de relacionamentos amorosos, medo da solidão, síndrome do ninho vazio, redescobertas pessoais e reinvenção profissional.

Sem papas na língua e com a leveza necessária, as personagens também destacam alguns dos sintomas sentidos pelas mulheres durante o período de menopausa, tais como episódios de fogacho, de escapes urinário, de insônia, de névoa mental, além da secura vaginal e a importância da reposição hormonal. 

Mônica Martelli e Ingrid Guimarães mostram sintonia diante das câmeras e mantém a régua elevada de humor, pois as duas possuem o timing parecido para a comédia e realmente divertem e fazem jus aos ingressos pagos pelos espectadores, assim como fazia o ator Paulo Gustavo. Em muitas das cenas vistas é possível perceber que as atrizes estão rindo espontaneamente e acrescentando alguns “cacos” nas falas de suas personagens.

“Minha melhor amiga” também conta com belas locações concentradas nas cidades do Rio de Janeiro, Lisboa (Portugal) e Sevilha (Espanha) e com as participações especiais dos atores Michel Melamed (Breno), Thaila Ayala (Elisa), Ricardo Pereira (Antônio), Albano Jerónimo (Nuno), Ângelo Rodrigues, Alejandro Albarracín (Ramon), Frederico Amaral, entre outros artistas. 

Durante a aventura há uma pequena homenagem ao ator Paulo Gustavo com as duas protagonistas da obra reproduzindo uma das cenas encontrada no longa “Minha vida em Marte”, de 2017. A emoção fica estampada nos olhos e rostos de Mônica Martelli e Ingrid Guimarães.

Dirigido por Susana Garcia, irmã de Mônica Martelli, o filme “Minha melhor amiga” conta com um ritmo frenético de falas e acontecimentos, compatível com a velocidade impressa pelas tecnologias atuais, por isso a obra é indicada às Oxigenadas de todas as idades que desejam realizar um programa cultural despretensioso ou que queiram reforçar os laços de amizade com as suas BBFs.

Eu confesso que saí da sala de exibição com dores abdominais de tanto que ri acompanhando algumas das peripécias e perrengues enfrentados pela dupla formada por Júlia e Clara na Europa. No entanto, a exaltação de “Minha melhor amiga” recai sobre os meandros das amizades femininas, a respeito da importância da sororidade nos dias atuais e sobre a relevância de possuirmos uma rede de apoio para contarmos nos bons e maus momentos.

Beijos,

Maria Oxigenada.    

      

             

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