Os dinossauros voltaram com outra roupagem. No filme “O fim da rua”, eles não surgem presos dentro de um parque de diversões como vimos nas obras criadas pelo diretor Steven Spielberg, mas circulando livremente entre as ruas do bairro suburbano americano Oak.
Isso acontece devido a um evento cósmico ocorrido que transporta todos os habitantes do local para o passado e para a era pré-histórica. Liderando a aventura ficcional está a família Platt, formada por Denise (Anne Hathaway), Greg (Ewan McGregor), Audrey (Maisy Stella) e Brian (Christian Convery).
Os Platt são pessoas comuns, com problemas triviais de uma família de classe média baixa, entretanto aos olhos da vizinhança eles aparentam viver em harmonia, felizes, mas escondem segredos e, no momento, o casal protagonista passa por uma crise conjugal. O fato é que para conseguirem sobreviver à novidade e permanecerem unidos, eles precisarão confiar uns nos outros e trabalharem conjuntamente.
Diferente da película “A última casa” que é ambientada dentro de uma residência decrépita, o longa-metragem “O fim da rua” ostenta cenas externas e é rodado entre as casas e as ruas do bairro com animais criados a partir do uso de tecnologia. O espectador fica diante de Tiranossauros Rex, Branquiossauros, Velociraptores, Tricerátops, Pterodáctilos, Anquilossauros e cobras gigantescas que colocam a própria Anaconda no chinelo.
O interessante da trama escrita e dirigida por David Robert Mitchell é que ela ostenta uma carga de humor, mesclando cenas absurdas com takes dramáticos e de pura adrenalina. A passagem em que Denise enfrenta sozinha um Tiranossauro Rex, atirando contra o bichano no intuito de proteger os seus filhos é um bom exemplo disso. Agora, os momentos de escapismo da obra recaem sobre a participação de Blockbuster, cachorro da família.
A atriz Anne Hathaway segura bem a aventura e o papel de matriarca protetora e destemida, assim como o ator Ewan McGregor que encarna o pai com responsabilidades reais perante os demais integrantes da família e que até por este motivo tem os dois pés fixos no chão. A dupla de artistas faz uma dobradinha interpretativa que prende a atenção dos espectadores do início ao fim do longa-metragem de 1h40 minutos de duração e transpira química cênica.
No entanto, o roteiro de “O fim da rua” apresenta alguns problemas como a previsibilidade da narrativa, a presença de repetições de perseguições já vistas anteriormente, a falta de maiores explicações e ilustrações sobre a anomalia temporal ocorrida e a ausência de uma virada final (plot twist) de respeito. Apesar disso, a película vale a pena ser vista por contar com uma cenografia que retrata o estilo de vida dos americanos nos anos 80, por ter uma trilha sonora composta por Michel Giacchino, artista conhecido por seus trabalhos em “Homem-Aranha: Um novo dia”, “Zootopia 2”, “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”, por brincar com a possibilidade de viajar no tempo e carregar referências à “Jurassic Park”, “Jurassic World” e animações com os dinos presentes.
Eu indico “O fim da rua” às Oxigenadas que curtem acompanhar aventuras do gênero e que gostam do deslumbre proporcionado por animais pré-histórico, de grande porte e que foram extintos há 66 milhões de anos e no final do período Cretáceo.
Beijos,
Maria Oxigenada.