O filme de suspense “O homem que sussurra” é um dos mais vistos na atualidade dentro da plataforma Netflix. Também pudera, né!? A película possui um elenco de peso para chamar de seu e uma história de arrepiar os pelos dos braços e que foi escrita por Ben Jacoby e Chase Palmer.

Dirigida por James Ashcroft e adaptação do livro escrito por Alex North, a obra começa acompanhando a mudança de residência promovida pelo escritor Tom Kennedy (Adam Scott) e seu filho Jake Kennedy (Acston Luca Porto) após o falecimento de Rebecca, esposa e mãe da dupla.

Passados alguns dias do movimento feito, Jake é vítima de sequestro e Tom contacta o seu pai Pete Willis (Robert De Niro), policial aposentado, para ajudar a detetive Amanda Beck (Michelle Monaghan) nas investigações e buscas. O problema é que pai e filho em questão estão anos sem contato e precisam deixar as diferenças de lado em prol da preservação da vida de Jake.

O curioso é que o sequestro da criança segue as mesmas características vistas em crimes ocorridos no passado e que foram investigados por Pete Willis na ocasião. Na época, todas as evidências levaram o ex-policial a prender o serial killer Frank Carter (Michael Keaton), entretanto o criminoso está amargando prisão perpétua no momento e o mistério consiste em descobrir quem é o seu cúmplice que entrou em ação somente agora.

Paralelamente, o espectador descobre algumas particularidades sobre Jake como o fato de o garoto ter uma amiga imaginária (Aniela Zeig), ser uma criança solitária, criativa e que ainda está digerindo o luto pela perda de sua mãe. Pinceladas de aspectos sobrenaturais são dadas durante todo o transcorrer da película, porém o terror do filme reside na perversidade do sequestrador e nos pormenores envolvendo o caso.

Para potencializar o suspense criado, os roteiristas distribuem dúvidas em relação à autoria do sequestro, inserindo personagens e situações distintas que levam os policiais ao encontro do colecionador excêntrico Norman Collins (Hamish Linklater). Apesar disso, o culpado pelo crime é outro e familiar ao ex-policial Pete Willis, tanto que ele aciona os sentidos para os sussurros feitos por lembranças passadas.

“O homem que sussurra” também evidencia a importância de trabalhar em parceria com o tempo, pois nesses casos cada segundo e detalhe conta a favor da vítima. Além disso, o longa-metragem toca em outros assuntos, tais como: traumas infantis, pedofilia, reflexos de rejeições parentais, além de dificuldades de adaptação escolar e na construção de laços de amizades.

O filme ainda conta com outros atores integrando o seu elenco, tais como: Owen Teague, John Carroll Lynch, Jacob Berger, Will Brill, Lorenzo Beronilla, Myrna Cabello, Cathy Diane Tomlin, Lorenzo Beronilla, Robert Aberdeen, entre outros artistas, além de uma fotografia feita por Peter Deming que potencializa ainda mais o suspense construído através da exploração do escuro e de uma iluminação acinzentada.

Os atores Robert De Niro e Adam Scoott seguram bem os seus personagens, assim como Michelle Monaghan, mas quem catapulta a película para cima é o ator Michael Keaton com a sua participação pontual. Quanto ao ator mirim Acston Luca Porto, ele já demonstra segurança interpretativa ao assumir as nuances de seu Jake e tem potencial para o desenvolvimento de uma carreira artística bem sucedida dentro da indústria do audiovisual.

Eu indico “O homem que sussurra” às Oxigenadas que curtem filmes do gênero, àquelas que gostam de levar alguns sustos enquanto se divertem e outras que buscam por histórias que saltam dos livros e brincam com as câmeras.

Até a próxima aventura,

Maria Oxigenada.

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