A Inteligência Artificial (IA) e os avanços tecnológicos viraram os assuntos do momento e são pautas em rodas de conversas de bares e restaurantes, em escolas e universidades, dentro de empresas e estão marcando presença até nas trocas feitas entre familiares, amigos durante os momentos de confraternização, ou seja, caíram na boca do povão.

O pano de fundo da exposição “O que nos une”, em cartaz no Centro Cultural Fiesp, é a atuação da IA, mas o peso do programa cultural recai sobre o funcionamento do cérebro humano e como a junção de ferramentas tecnológicas e as ciências podem promover avanços em pesquisas científicas, na medicina e em outras áreas do conhecimento.

O visitante poderá ficar diante do Exoesqueleto, aquele apresentado durante a Copa de 2014, realizada no Brasil. Na ocasião, uma pessoa paraplégica completa do tronco e membros inferiores deu o pontapé inicial ao campeonato mundial na frente das câmeras de todo o mundo, reforçando o potencial da interface homem-máquina.

No entanto, a exposição conta ainda com três instalações artística interativas criadas pelo Aya Studio que aumentam o debate feito sobre os efeitos das tecnologias no comportamento humano e na consciência coletiva. Intituladas de “Cérebro”, “O Coletivo, “Sincronização”, elas evidenciam toda a potencia criativa da mente humana, resvalando na teoria de Brain Nets, criada pelo neurocientista Miguel Nicolelis.

Brain Nets é uma rede que conecta cérebros entre si e permite a comunicação direta entre mentes. A descoberta revela como os nossos cérebros podem se sincronizar para compartilhar pensamentos, sons, palavras, sentimentos e até mesmo resolver problemas coletivamente. Essa capacidade de pensar em conjunto está na base da história da humanidade, pois foi ela que possibilitou a criação de músicas e de histórias, descobertas científicas, o desenvolvimento de culturas e sociedades inteiras, ao mesmo tempo que nos desafiou a lidar com conflitos, contradições e limites.

Entrevistas e depoimentos de Nicolelis estão disponíveis no local com o objetivo de elucidar melhor o assunto, assim como frases ditas pelo cientista e que foram espalhadas pelas paredes das salas que abrigam a exposição. Dentre elas estão: “o cérebro humano é um criador de universos, não pode ser reduzido a algoritmos” ou “se tudo o que você vai fazer daqui para frente é baseado em um banco de dados do que já foi feito, você não tem futuro. O futuro é baseado no passado” ou ainda “o cérebro precisa ter uma história, ele precisa ter um roteiro lógico dizendo de onde viemos e para onde iremos”.

Eu indico à exposição “O que nos une” às Oxigenadas que curtem saber como funciona a engrenagem do cérebro humano, àquelas que acreditam que o ser humano continua em busca de desvendar mistérios e ávido por desfrutar prazer criativo, social e político.

O fato é que o espírito humano tem condições de encontrar caminhos alternativos que o leve ao encontro da natureza e de uma cosmovisão que integre dimensões distintas (exterior e interior), onde haja o resgate da inteligência sensível, que favoreça a união entre a mente e o coração, o céu e a terra e que nos permite sentir e viver a vida em sua totalidade.

Até a próxima aventura.

Beijo,

Maria Oxigenada.

Serviço:

Onde: Centro Cultural Fiesp, localizado na avenida Paulista, 1313.

Temporada: até 1 de fevereiro de 2026.

Quando: terça a domingo, das 10h às 20h.

Preço: programa gratuito.

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