Uma nova fornada de filmes do universo cinematográfico da DC está sendo preparada para atender aos fãs de HQs e de super-heróis. O diretor e roteirista James Gunn anunciou nos últimos dias a continuação do filme “Superman”. Trata-se de “Superman – Homem do Amanhã”, película programada para estrear nas telonas em 9 de julho de 2027.

No entanto, o foco deste texto recai sobre a primeira aventura lançada este ano. Para quem ainda não a conferiu, ela continua disponível nos cinemas e para a locação na plataforma digital Prime Vídeo. A obra arrecadou mais de US$ 600 milhões em bilheteria. 

A proposta de James Gunn é revitalizar o personagem através da construção de uma narrativa em que busca pela reconciliação de Clark Kent/Superman (David Corenswet) com a sua criação humana e as suas heranças kryptonianas, evidenciando a dualidade existente entre o herói e o homem comum.

O principal opositor de Superman continua sendo o vilão Lex Luthor (Nicholas Hoult), porém agora o malvadão veste a fantasia de bilionário do ramo de tecnologia e vale-se de drones, armas, protótipos, programas computacionais e ações políticas para conquistar territórios, deflagrar guerras com outras nações e, principalmente, confrontar o herói.

O interessante da narrativa é que o Superman não embarca solitário no combate às ações inimigas e conta com a ajuda da Gangue da Justiça, formada pelo Lanterna Verde (Nathan Fillion), pela Mulher Galvão (Isabela Merced) e pelo Sr. Incrível (Edi Gathegi), além de Krypto, seu fiel escudeiro e cão pertencente à Supergirl (Milly Alcock), prima do protagonista.

Neste filme, o animal está sob os cuidados do Homem de Aço, colaborando para afastar momentos solitários do herói e contribuindo para a criação de alguns respiros cômicos à narrativa, pois além de protagonizar travessuras típicas dos pets, tais como destruir sapatos, móveis e bagunçar toda a casa, o animal também é portador de superpoderes e veste uma capa vermelha que lhe permite voar.

Outro ponto de destaque do longa-metragem é a dinâmica existente entre Clark Kent e a jornalista Louis Lane (Rachel Brosnahan), par romântico do personagem principal. O relacionamento dos dois abandonou a faceta de amor romântico existente no passado e agora é construído com o pé na realidade, onde diálogos afiados, trocas igualitárias, assim como algumas dificuldades de ambos em abrir espaços em suas agendas estão presentes.

O ator David Corenswet constrói um Homem de Aço vulnerável, sensível, carismático, charmoso e que remete à atuação do ator Christopher Reeve. Destaque para a cena em que o herói fica decepcionado com o discurso proferido pelos seus pais biológicos em gravação de vídeo e como ele ressignifica a sua presença na Terra e o seu papel de filho a partir do carinho dos pais adotivos.   

Os efeitos especiais e a trilha sonora composta por músicas, tais como: “Home”, “Last Son”, “Hammer of Boravia”, “Luthor Corp”, “The Daily Planet”, “Lois&Clark”, “Eyes up here”, “Intruders”, “The Message”, “Secret Harem”, “The real punk rock” “5 years time”, “Look Up”, “Being Human”, “Metropolis”, “Walking on Air”, entre outras elevam a qualidade da aventura.

Agora, sem sombra de dúvidas que uma das maiores surpresas foi o figurino desfilado pelo personagem principal, pois ele resgatou as tonalidades da fantasia original e a presença da sunga larga vermelha, além de botas de cano longo. A pequena mecha de cabelo caída frontalmente também está presente na concepção da imagem simbólica do herói do século XXI.

Eu indico o filme “Superman” às Oxigenadas que gostam de acompanhar histórias divertidas e baseadas em quadrinhos ou aquelas que estavam em busca de novos colírios e crushes. 

Beijos,

Maria Oxigenada.           

 

             

 

 

  

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