Vocês conhecem o ditado popular que diz: em time que está ganhando não se mexe. Então, este é o caso do filme “Truque de Mestre 3”. A impressão que eu tenho é de que a indústria do entretenimento só deseja apostar em remakes e em continuações no momento, tanto que Wicked 2” foi lançado recentemente e ainda em dezembro teremos a estreia de “Avatar 3 – Fogo e Cinzas” e a quarta versão de “Anaconda”, com Selton Mello integrando o elenco.

A pergunta que não quer calar é: onde está a originalidade e criatividade dos roteiristas e produtores atuantes nessa indústria? Será que é mais fácil dar continuidade em histórias já feitas ou refazer narrativas bem sucedidas? Talvez.

O que sei é que após um período de dez anos longe dos holofotes, os cavaleiros originais reapareceram para protagonizar uma nova aventura. Desta vez, Atlas (Jesse Elsenberg), Henley (Isla Fischer), Jack (Dave Franco), Merritt McKinney (Woody Harrelson), Lula (Lizzy Caplan) e Thaddeus (Morgan Freeman) ganham o reforço de uma trinca de jovens ilusionistas formada por June (Ariana Greenblatt), Charlie (Justice Smith) e Bosco (Dominic Sessa). O intuito do grupo é desmascarar Veronika Vanderberg (Rosamund Pike), herdeira de um império corrupto e construído a partir da atuação no mercado de joias.

É Atlas quem vai ao encontro do grupo de jovens depois de tomar ciência de que eles estão apropriando-se das imagens e identidades dos cavaleiros originais com o uso de tecnologias para aplicar pequenos golpes e realizar roubos entre os milionários atuantes dentro do mercado de criptomoedas.

Aos poucos, o time vai aumentando com a convocação, via carta de baralho, dos demais integrantes. Conflitos geracionais estão na ordem do dia para atualizar a película e somente depois haver a união de esforços e talentos para desvendar a tecitura de uma trama contendo episódios de lavagem de dinheiro e roubo de um diamante raro que entrou para leilão é que o filme engrena.

A narrativa é toda salpicada por truques de mágica e de ilusão de óptica, além de piadas e muita correria praticada pelos protagonistas, inclusive envolvendo um carro de fórmula 1. O quebra-cabeça começa a ser montado aos poucos, mas o fator surpresa está presente no longa-metragem, favorecendo as viradas no enredo e no núcleo duro formado pelos cavaleiros originais. Não darei spoilers para não perder a graça do programa cultural.

O destaque da obra recai sobre a atuação da atriz Rosamund Pike que constrói uma vilã elegante, vaidosa, fashionista, porém fria, calculista e que não mede esforços para conseguir o que deseja, inclusive a manutenção do patrimônio familiar.

Outro ponto alto da película é a inserção do trio de jovens atores que acrescenta rajadas de frescor interpretativo, abrindo frestas para trocas com as novas gerações e o desenvolvimento de aventuras futuras.

“Truque de Mestre 3” conta ainda com cenas de flashbacks, com participações especiais, como a dos atores Mark Ruffalo (Dylan Rhodes), Myah Banton (Leslie), Nick Wittman, Andrew Santino, entre outros artistas e com o uso de ferramentas tecnológicas para reciclar os números ilusionistas e de mágica presentes.

Apesar disso, o roteiro do filme não é costurado por cenas de tensão ou muito dramáticas e nem abarca uma história inesquecível, impactante, pois a impressão tida ao final do longa-metragem de 1h52 minutos de duração é de que o que está sendo apresentado é repeteco do que já foi visto em aventuras anteriores.

Eu indico “Truque de Mestre 3” às Oxigenadas que gostam de embarcar na mágica construídas pela indústria do entretenimento ou aquelas que curtem aventuras leves, despretensiosas e que deixam um gostinho de quero mais.

Beijos,

Maria Oxigenada

 

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